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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Chaves, o Rio, as Poldras e a Ponte Pedonal

Reflexos de duas épocas.

Poldras – ???? / Ponte Pedonal – 2008
Passagens, exclusivamente, pedonais no Rio Tâmega.
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domingo, 7 de setembro de 2008

Nova Ponte Pedonal

Ponte Pedonal “atirantada” – Chaves


Ponte pedonal cuja construção segue em bom ritmo.


A ponte vai permitir a circulação a pé, (de bicicleta?) e a utilização por utentes de mobilidade reduzida, pela existência de rampas além do acesso por escadaria.
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A obra pode ser caracterizada por um tabuleiro suspenso por dois tirantes metálicos desde o centro do tabuleiro, que é constituído por 3 elementos pré-fabricados, até ao mastro inclinado, composto por dois elementos que configuram o sistema de amarração.
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Desconhece-se a tipologia do pavimento que vai ser colocado.

A execução da infra-estrutura metálica e (2) tirantes de suspensão central, que objectivam a substituição dos apoios intermédios.


As duas armações (pilares) em ferro que se encontram no leito do rio, serviram apenas para suporte e montagem das três secções do tabuleiro metálico.
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Com a colocação dos tirantes de suporte, o tabuleiro metálico deixou de estar assente sobre os mesmos. Serão retiradas brevemente.


Do tabuleiro, da Ponte Pedonal, podemos enxergar uma inovadora visão da Ponte Romana de Trajano.
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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Depois de XIX Séculos, finalmente Pedonal

Ponte Romana de Chaves destinada apenas a peões

A “corajosa” decisão está tomada. A Ponte Romana vai ficar sem trânsito.



Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara de Chaves, João Batista, anunciou, hoje dia 19 de Agosto de 2008, que a Ponte Romana de Chaves será exclusivamente destinada a peões.

O parecer solicitado ao Ministério da Cultura pela autarquia também aconselhou a Pedonalização da Ponte Romana de Trajano, tendo em conta a "elevada qualidade arquitectónica e patrimonial" e para "melhor ser usufruída, a exemplo de outros monumentos semelhantes existentes na Europa".

Os factores que mais pesaram na decisão da autarquia para encerrar a Ponte Romana ao trânsito foram «fundamentalmente» questões de segurança.

De acordo com o presidente da Câmara, João Baptista, o relatório técnico da obra, executado pelos serviços técnicos da autarquia e entregue no passado dia 8, patenteou situações que, a manter-se o trânsito, poderiam pôr em causa a segurança e preservação da Ponte de Trajano.

João Batista, explicou as razoes que o levaram a tomar esta decisão.

Uma delas prende-se com "fragilidades" detectadas em 4 arcos da ponte, na margem direita.
Fragilidade essa que, segundo o autarca, poderá ser minimizada "se não houver vibrações derivadas do trânsito automóvel".





Além disso, João Batista revelou que a irregularidade da base do piso da Ponte, "não prevista antes da obra", faz com que a capacidade de carga do piso seja menor. «Ao retirarmos as conduta de água e substituirmos as condutas de saneamento, existentes na Ponte Romana desde o inicio do século XX, viemos a verificar que quando da sua colocação, houve uma intervenção que feriu a estrutura fundamental dos arcos da ponte, sobretudo na margem direita, já fora do leito do rio».

João Baptista acrescentou que «verificada essa fragilidade, em função de não querer aumentar essa fragilidade», foi decidida a «não utilização do trânsito automóvel na ponte».

A «Fragilidade» e «Anomalias observadas» já tinham sido postas em destaque, no dia 24 de Junho, por este “Blog”, no artigo «Ponte Romana – que futuro?», que alertava para «O risco de Colapso da Ponte Romana ser elevado».

Celebro, que a minha chamada de atenção, tenha sido tida em conta, pelos serviços técnicos da autarquia.

A intervenção na Ponte Romana, segundo João Batista, custou 315 mil euros, e consistiu na retirada da conduta de água que estava presa na estrutura, na colocação de um novo lajeamento e colocação de novo mobiliário urbano como floreiras e pilares de condicionamento do trânsito.

De acordo com João Batista, na reunião de câmara da próxima quinta-feira o executivo vai apresentar uma alternativa à ponte, para ligar o centro histórico à zona da Madalena, a qual passa pela construção de dois arruamentos entre a rotunda do “Rajado” e o centro do Bairro da Madalena.

Manter a Ponte Romana rodoviária seria um Erro Histórico!

Estamos todos de Parabéns.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Construção da Ponte Pedonal em Chaves.

Ponte pedonal sobre o Tâmega





Esta a decorrer a construção da Ponte Pedonal sobre o Tâmega, que atravessa a cidade de Chaves. A sua construção, foi entregue ao consórcio formado pelas empresas “Arlindo Correia & Filhos, S.A e Avelino Farinha & Agrela, S.A”, por cerca de 938 mil euros, prevendo-se a sua execução no prazo de oito meses.



A Ponte Pedonal (P) sobre o Rio Tâmega, que fica localizada a 260 metros a jusante da Ponte Romana (R), é financiada pelo Polis, através do Programa Operacional Ambiente, e pretende estabelecer a ligação entre o Jardim do Tabolado, na margem direita do rio Tâmega, com a futura zona verde marginal da Madalena, na margem esquerda, área poente do Jardim Público.

“Esta obra, segundo o autarca João Baptista, proporcionará a aproximação dos residentes da margem direita e esquerda da nossa cidade, criando assim mais convívio e dinamizando também o Jardim Público”.

Conforme assegura o “Comunicado” da direcção da ACISAT, proveniente da reunião realizada no dia 30 de Julho de 2008, “Também a construção da ponte pedonal, a cerca de 100 metros a jusante da ponte Romana, será um valioso contributo para a utilização racional da Ponte Romana como elemento privilegiado de ligação do centro urbano de Chaves”.

Contrarias são as opiniões dos habitantes de Chaves, ao afirmar que esta “Ponte Pedonal” irá ter um efeito de “desvitalização”, retirando pessoas do Bairro da Madalena, ao proporcionar um considerável “atalho” entre o Centro da Cidade e o Supermercado “E.Leclerc”, que se verá beneficiado, em detrimento do pequeno Comercio .
Este efeito de “desvitalização” será particularmente mais acentuado com o perigo que suporá a passagem de peões, através da Ponte Romana, se esta passar a ter trânsito automóvel.

Pelos vistos, este facto, não parece preocupar a “ACISAT”, ultimamente, tão preocupada em “defender” os interesses do Comércio local.


O projecto de recuperação das margens do Tâmega, em Chaves, que ficarão ligadas com a nova Ponte Pedonal (B), só deverá ficar concluído em finais de 2008, mais de dois anos depois do previsto.
A obra integra o Programa Polis de Chaves que foi lançada em Janeiro de 2002, pelo então ministro do Ambiente, José Sócrates. As previsões iniciais apontavam para que o projecto estivesse concluído em Junho de 2006.

Com um orçamento inicial de 25 milhões de euros, o “Polis de Chaves” foi "reajustado" e o investimento desceu para 20 milhões, o que levou a que vários projectos fossem retirados do programa.